quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Os desafios da maternidade

Ter filhos para nós não foi um acaso - não tinha como ser, né? Foi tudo muito planejado, estudado, desejado, sonhado. Nunca quisemos ter um filho só - sempre achamos importante a presença dos irmãos, o aprender a dividir, a companhia no futuro, o companheirismo que só ocorre entre irmãos (e entre algumas raras amizades que construímos na vida). A idade aumentando, não tínhamos muito tempo, é o tal relógio biológico que não temos como parar. Assim, pouco depois do nascimento do Samuca já estávamos às voltas com tratamento de fertilidade para que viesse um irmãozinho. O primeiro tratamento não deu certo, e no segundo... gêmeos! Alegria em dobro - e também preocupação com a gravidez e a saúde dos bebês.

Passado o susto, cá estamos com a tarefa de criar e educar três crianças. Dá trabalho? Muito! Vale a pena? Claro! As alegrias são infinitas. Cada sorriso, cada palavra, cada abraço apagam o cansaço da noite mal dormida, a preocupação com a febre que não cede, a raiva com as birras e manhas.

Mas a vida não é só filho, e a mulher não é só mãe. Quando Samuel nasceu, saí do meu trabalho (por uma série de razões), e decidi estudar para concurso público. Tive a oportunidade de estar perto do Samuca numa fase maravilhosa, presenciar cada etapa do seu desenvolvimento. Foi maravilhoso. Mas depois de um ano eu não aguentava mais a falta que o trabalho me fazia. Me sentia burra, desleixada, solitária. Ficava em casa de manhã com Samuel e saía à tarde para estudar, sozinha. Quase fiquei doida.

Hoje, aprovada e aguardando ser chamada, voltei ao antigo trabalho. Não dava mais! Além de questões financeiras, sair de casa, encontrar pessoas, falar de outros assuntos, ter tarefas a cumprir (que não sejam relacionadas a bebês ou casa) é fundamental. Voltei a me lembrar de quem eu sou - parece dramático, mas é isso mesmo! No meio do caos que se instala numa casa com três bebês, a individualidade é eliminada. E claro, a vida conjugal é seriamente abalada. Lembro que uma amiga me disse, após ter o primeiro filho: "com filho não tem casal; tem duas pessoas dedicadas a cuidar de uma criança". Por isso é tão comum a separação de casais em que não estavam ambos comprometidos com a decisão de ter filhos. Tem que ter muito companheirismo, muita paciência, muita certeza do que se quer.

E a vida vai melhorando aos poucos. Um já come sozinho, o outro tem um jeito tranquilo, já não existe aquela tensão dos primeiros meses, vamos nos adaptando a eles e eles a nós. Em dois anos deixamos de ser duas para sermos cinco! Não tem como ser fácil. Mas vejo dias mais tranquilos chegando! Desesperar, jamais!

5 comentários:

  1. Tudo na vida tem o seu tempo, não é?
    Beijo grande
    Patrícia

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  2. Belo depoimento!! Muitas alegrias com a turminha toda!
    Temos que aproveitar todas as fases de nossas vidas.. só sei que tudo passa rápido demais!

    bjão!

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  3. Marta comenta: desesperar, as vezes... Beijos nos 5 de nós 5!

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  4. É, desesperar, às vezes! Inevitável! Às vezes uma tacinha de vinho depois que eles dormem é o antídoto contra todo o stress do dia. Só espero não virar alcoólatra!

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